postado por Milene Penante


Algumas mulheres investem toda sua força em jogos amorosos para manter seu parceiro ao lado. Muitas vezes esse comportamento é inconsciente, quase irracional. O permanente jogo amoroso (que também é feito por uma considerável parcela de homens) trás as regras do jogo, uma hora se ganha e outra não. Na hora da perda ou do perigo esta mulher vivencia a síndrome de coitadinha.

Mulheres que simulam estarem grávidas ou engravidam para não perder o parceiro, mentem descaradamente, afastam familiares ou amizades de seu parceiro com mentiras e jogos de poder somente para aumentar seu poder, fingem orgasmos. Todas essas artimanhas são sinais da mulher que na hora de perde veste o manto da santidade. Nesta hora ela dirá que fez tudo aquilo por amor, que quem ama age com o coração e não com a cabeça, que quando o coração manda a cabeça padece. Vai chorar, se descabelar, cortar os pulsos o somente o suficiente para ser salva (isto as mais dramáticas), vai dizer que não tem qualquer culpa a respeito do que possa ter feito ou pensado. Na verdade o que essas mulheres fizeram todo o tempo foi agir com a cabeça. O relacionamento não foi um projeto de partilhar as coisas boas da vida como o homem amado, foi somente o projeto de vida, a dela mesma.

A mulher que viverá a síndrome de coitadinha já possui sinais claros em sua personalidade, é manipuladora, possessiva, ciumenta, vai se diminuir na presença do companheiro para inflar o ego dele, parecerá sempre a Chapeuzinho Vermelho Inexperiente. Está mulher candidata o homem a cargo de Lobo Mau. Na hora do divórcio, a menininha chora e o Lobo se acha a pior das criaturas, se o Lobo não é tão bobo assim vai perceber que fez o real papel de otário.

Mulheres que têm como projeto de vida o relacionamento temem ficar sem um. A mulher que tem como projeto (não de vida, mas sim projeto de satisfação pessoal) o seu homem comportam-se completamente diversas das outras mulheres que pretendem mais o casamento. Elas não precisam mudar a personalidade para manter-se com seu homem, essas verdadeiramente agem com o coração, não se utilizam dos aspectos pseudo-românticos para fisgar e manter um homem.

Mulheres assim têm profundos problemas, elas entram muitas vezes num relacionamento para fazerem o outro feliz nunca percebendo que a felicidade do outro é intimamente ligada a felicidade dela própria. Elas criam um Universo que acreditam estarem agindo com o coração, simulam para si mesmas estarem amando e acreditam verdadeiramente na própria simulação, pensam serem verdadeiramente coitadinhas quando seu projeto de vida desmorona.


A mulher que tem por projeto de vida o casamento não escolhe o homem pelo que ele é. Escolhe por facilidades em manipular ou por algo que ele tenha (corpo, trabalho, dinheiro, personalidade, ego inflado). Quando esta mulher encontra um homem que verdadeiramente balança suas estruturas, sua “traição” é muito tranquila. Se encontrada em flagrante, geralmente o homem que balança suas estruturas não é o homem perfeito para o casamento, as desculpas para o marido serão todas que funcionarem, desde o abandono sexual até a da cegueira temporária. O homem que balança as estruturas possui um imperdoável defeito congênito, não é manipulável.

A mulher com síndrome de coitadinha simplesmente não é feliz e leva uma vida medíocre. Muitas delas conseguem manter um casamento por uma vida toda, mas sua vida é pobre de felicidade. A mulher que escolhe o homem e não o relacionamento tem muito mais a oferecer a si mesma e ao parceiro, entre erros e acertos encontra a felicidade, a outra se equilibra entre decepções não importa a duração de seu casamento.




1 comentários:

  1. Milly este texto é ótimo, trabalho com casamentos e vejo muito isso, mulheres que colocam todos os seus sonhos nos homens que escolheram para casar, e se quer param para pensar se ele esta disposto a realizar todos os sonhos que ELA, idealizou... esta sindrome existe e muito...

    Peguei o selinho tá postei no mimos do quintal
    bjs

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